Metodologias ativas

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  Metodologias ativas têm foco no pensamento criativo e podem ser usadas para promover o desenvolvimento da autonomia. São exemplos de metodologias ativas: ilha interdisciplinar de racinalidade, design thinking, sala de aula invertida, mapa mental, aprendizagem baseada em problemas.

 

ilha interdisciplinar de racionalidade (IIR) - (ilha - metáfora de conhecimentos emergentes em um oceano de ignorância; interdisciplinar -  utilizar conhecimentos de duas ou mais disciplinas; racionalidade - no sentido de focalizar um modelo discutível, modificável, eventualmente mais fechado, em função de sua pertinência em relação ao projeto que o sustenta). Proposta por Gérard Fourez [\ref{fourez}.  Usada para alfabetização científica: autonomia, comunicação e domínio de conteúdos - e tecnológica. Se estrutura a partir de um conjunto de ações:

 

1- Elaboração da situação-problema.

2- Clichê da situação-problema (tempestade de ideias).

3- Panorama espontâneo (caixas-pretas).

4- Consulta aos especialistas e especialidades.

5- Ida à prática.

6- Abertura da caixas-pretas (princípios disciplinares).

7- Esquema global da situação-problema.

8- Abertura das caixas-pretas sem a ajuda de especialistas.

9- Síntese do produto e comunicação.

design thiking - Combinação de empatia, criatividade, colaboração e experimentação [\ref{cavalcanti}], [\ref{vianna}], [\ref{brown}]. Usado para criar soluções inovadoras e se estrutura a partir de um conjunto de ações.

 

  1. Compreensão do problema. 

  2. Questionamento e exploração de relacionamentos com o ecossistema de modo a possibilitar o olhar empático sobre ele.

  3. Elaboração de propostas que serão prototipadas e testadas em busca das melhores soluções.

  4. Ideação de ideias ousadas e reunião de ideias alheias formando algo maior do que as partes.
    Quando um turbilhão de pensamentos acontece em um grupo variado, a qualidade das ideias tende a aumentar significativamente.  Mas chega um momento em que é preciso convergir. As ideias precisam ser analisadas e selecionadas, pois a reta final se aproxima, o tempo começa a diminuir e a decisão precisa acontecer.

  5. Criação de algo rápido (prototipagem), ainda que imperfeito, de modo a mostrar a intenção do que se pretende fazer.

  6. Testes por tentativa e erro de modo a verificar a forma de evolução. Feedbacks informam se a solução proposta é boa ou não para as pessoas e os ecossistemas.

  7. Iteração para monitorar a evolução contínua.

 

sala de aula invertida - Metodologia de ensino pesquisada desde 1990 e que ganhou forma em 2007, nos Estados Unidos, com os professores Jonathan Bergman, Karl Fisch e Aaron Sams passando a ser designada por sala de aula invertida. Segundo esta metodologia, os estudantes acessam os recursos de ensino antes das aulas e durante as aulas professor media de discussões, esclarece dúvidas, coordena dinâmicas de grupo.  
 

 

mapa mental - Metodologia de ensino proposta pelo psicólogo inglês Tony Buzan. Consiste em criar um diagrama que a partir de uma ideia central vai se ampliando em diversos ramos, os quais são desdobramentos do conceito inicial. Seu objetivo é produzir resumos que servem para organizar informações. Além de servir para raciocínio, o mapa mental também ajuda no processo de memorização. Isso acontece a partir do momento da estruturação do mapa. Elementos como cores, desenhos, símbolos e informações fazem com que o cérebro raciocine e grave dados com mais facilidade.

aprendizagem baseada em problemas (PBL) - Metodologia de ensino que estimula a pró-atividade e o aprimoramento pessoal através de discussões de casos interdisciplinares e pela resolução de problemas.